Para ajudar alguns que me perguntam sobre louvor e adoração, eu começo postar a partir de hoje aquilo que Deus tem me dado como base e alicerce ministerial.

Abaixo coloquei um trecho de uma entrevista, que resume aquilo no que acredito, Deus te abençoe.

Entrevista com o Pr. Cristiano Batiston – Filhos do Homem Oziel Alves entrevistou o Pr. Cristiano Batiston, que é o líder do Ministério FILHOS DO HOMEM de Pato Branco/PR (http://www.filhosdohomem.com.br).

[Oziel Alves] – A que você atribui o sucesso do grupo?

[Cristiano Batiston] – É difícil responder esta pergunta até porque nós estamos falando do conceito de sucesso. Se eu falar: “atribuo ao sucesso da banda”, eu não sei se sucesso para as pessoas que vão ouvir eu falar é o mesmo sucesso do qual eu estou falando.

[Oziel Alves] – Me refiro a ser reconhecido, estar em evidência na mídia segmentada

[Cristiano Batiston] – Essa parte de ser conhecido, eu atribuo a uma graça de Deus muito grande. A gente vem de uma cidade onde não é tradicional haver bandas e coisas gospel. Uma cidade pequena que na época que nós começamos tinha 6000 evangélicos apenas, pouco para um a população de 60 mil habitantes. Então, eu atribuo isso, também, ao nosso pastor que sempre manteve a gente com o seguinte sentimento no coração: “Sejam pequenos, sempre. Se vocês forem pequenos, Deus poderá levá-los onde Ele quiser. Se forem muito grandes, vocês começam a ocupar espaço”. Uma das coisas que eu atribuo, também, é o fato de a gente não ter problema em tocar em igreja pequena, igreja grande etc. Um dia a gente toca para 15 mil pessoas. Para 20 mil. Outro a gente toca para 50 pessoas. Não fazemos esse negócio, assim, e aí vai ter quanta gente? – Ah, vai ter só 200 pessoas! – Ah, então, Filhos Do Homem não vai, entendeu? Não. A gente toca onde Deus está direcionando. Convite tem bastante, mas de baixo de uma direção de Deus é que atendemos. Sempre temos uma conversa com nossos pastores para justamente podermos continuar indo onde Deus quer que a gente vá. Eu já recusei propostas de grandes gravadoras, justamente por causa disso. Não, agora vocês só podem tocar em igreja grande, porque igreja pequena não dá dinheiro. Você vai tocar em igreja pequena, e vai fazer tanto esforço e nem vai espalhar tanto assim o nome do ministério, entendeu? Para falar a verdade em toda a vida do ministério, eu acho que se gastei cinco mil reais em marketing foi muito, porque isso é uma coisa que nós não temos. Marketing, nós temos o nosso site na Internet e quem gosta da gente toca e ouve. Eu atribuo ao fato da gente caber em qualquer lugar. A gente cabe na Assembléia, vai lá toca na Assembléia. No outro dia a gente faz a campanha de avivamento da Quadrangular, no outro a gente vai lá e faz o congresso do G12, no outro a gente vai lá faz o congresso da igreja Batista, da presbiteriana, faz evangelismo na rua com um monte de bandas de rock, enfim.

[Oziel Alves] – Como funciona a questão “composição musical”? Quem faz, e que ligação as letras tem com o grupo?

[Cristiano Batiston] – Certa vez uma pessoa que não era crente, reclamou: – Ahh vocês só falam sobre Deus, sobre coisas que se relacionam a Deus. Aí um compositor que não era crente e que estava junto nessa conversa, disse assim: “O artista compõe daquilo que esta no coração dele, do que muda a vida dele, então, se o rapaz foi mudado por Deus e anda com Deus, ele vai escrever sobre Deus.” Então é assim que funcionam nossas composições. Dos devocionais, da vida diária, das palavras do nosso pastor, de Deus, coisas que tocam a gente… E, todo mundo da banda compõe. Do baterista ao guitarrista, todos. Grande parte das músicas são minhas, mas tem músicas de todo mundo.

[Oziel Alves] – Se pudéssemos definir as influências musicais por famílias, quem faria parte da sua família musical?

[Cristiano Batiston] – Bem, uma banda inglesa chamada Delirious, que é sempre a primeira que a nossa turma fala ai. David Quinlan, também influenciou muito a gente musicalmente. Oficina G3, as bandas antigas do Renascer, Resgate, Asaph Borba, Adhemar de Campos, todos influenciaram muito a gente musicalmente. Bem, essa é a minha parte da influência. Aí tem a parte do Samuka. O Samuka é Punk, Soul, entendeu? Hoje, essa é a família.

[Oziel Alves] – Dentro da questão musical secular, há uma afirmação muito interessante que diz: “Nem toda música religiosa é boa e nem toda música secular é má”. E dentro deste contexto, concluía-se o seguinte: “O problema não está nas músicas em si, mas na inspiração de quem a canta ou toca”. Agora se isso de fato é verídico, pode esta inspiração, de alguma forma, ser contagiosa a quem à escuta, ou podemos afirmar que o ato de escutar simplesmente não atinge nocivamente nenhum aspecto da espiritualidade do indivíduo?

[Cristiano Batiston] – Não. Deus criou a música para influenciar a alma do homem. Não é a toa que são 7 notas musicais, 7 espíritos de Deus, 7 dias da criação, e o ultimo dia é o dia do descanso. Você pega uma harmonia musical e vai perceber que a música é composta de uma tríade: tônica, terça e quinta. E a tônica você vê que é a criação de Deus. Deus é composto de uma tríade. Pai, Filho e Espírito Santo. Você vê que civilizações que não crêem em Cristo, na ressurreição, tocam músicas sem a terça maior, isto é, com a terça menor morta. Por exemplo, você percebe que as músicas de Israel, até as alegres são todas em tons menores. As melodias são tristes, porque a cultura influência a música diretamente e vice-versa. Em Israel nunca se usa uma terça maior, porque a terça representa o filho, o messias, que para eles não veio, ainda. No canto gregoriano não se usava terça e notas dissonantes. Só se usava quinta, e a sétima nota, que a gente chama de “A nota que prepara o descanso”. Quando você dá uma sétima maior, você tem uma nota de descanso. Não é a toa que o sétimo dia é o dia da perfeição e do descanso do Senhor. Então, a música está profundamente ligada à criação, à personalidade de Deus. Deus inventou a música para que lugares onde o coração do homem não se abre, fossem abertos, e o diabo sabe usar bem todas as coisas que Deus criou. Então, quando uma pessoa compõe uma música, naquela música a alma da pessoa está colocada. Assim como se coloca a impressão digital em um vidro. Se aquela pessoa foi influenciada por um desejo sexual, da mesma forma a música vai levar as pessoas a um desejo sexual. Se ela foi influenciada por uma amargura, a música vai gerar amargura no coração das pessoas, eu não creio nisso como crente, eu creio nisso como músico, como artista, como alguém que estudou para aprender a gerar sentimentos nas pessoas. Não é que eu tenha uma teoria, é o que eu sei, e hoje tem gente que diz, `Ah, mas música cristã… hoje não tem música boa para ouvir´. Outro dia um guitarrista falou para mim assim: “Eu preciso ouvir música do mundo porque no meio evangélico não tem guitarrista para estudar.” Se você conseguir tirar todos os solos do Roger e do David Quinlan e do Juninho Afran, aí depois que você tirar todos os solos deles e tocar tudo que eles tocam, ai sim você pode dizer para mim que vai procurar no mundo e eu ainda vou questionar, porque tem muito guitarrista crente bom. Assim é com baixista, com baterista, por isso que os Filhos do Homem estão montando um material de estudo, agora. Já tem o primeiro vídeo aula tocando baixo com Jadão. Estamos preparando bateria, guitarra para que o crente saiba que tem música boa no meio evangélico e não venha com esta desculpa não, eu tenho que ouvir música. Tem uma entrevista do Kate Richard falando de uma música do Rollings Stones onde lhe é perguntado: “Como é que você compôs esta música? – Ah, eu não sei, eu apaguei a noite e quando eu acordei meus anjos e meus demônios tinham escrito a música para mim”. Aí o crente babacão, vai lá e ouve. A mesma coisa com U2 que prega metade evangelho, metade durma com todo mundo e faça o que quiser da cabeça, e a crentaiada velha, comendo. Ah, mas ele fala coisas tão bonitas. E a crentaiada segue comendo as coisas que vem do coração do diabo porque parecem com as coisas que vem do coração de Deus. Por isso eu não só trago uma teoria, mas eu afirmo para você, que a música influência a alma, influencia a espiritualidade, influencia a maneira de a pessoa pensar. Exemplo disso? O Japão. Há 20 anos era uma das culturas mais fechadas do mundo. O adolescente quando reprovava no colégio se suicidava. Hoje o Japão é a fotografia de Madonna. Ela foi considerada a rainha do Japão, porque em 10 anos a música da Madona transformou a cultura japonesa em uma cultura libertina, em uma cultura sensual, e assim a música influenciou uma nação inteira. A música influencia os EUA inteiro, o Brasil inteiro. Eu já fiz libertação, onde a gente só conseguiu expulsar demônio com uma música de adoração. Já vi libertação onde toda vez que a pessoa ouvia uma determinada música secular ficava endemoniada e o demônio dizia ‘não, é minha’. Uma vez um demônio olhou para mim e falou assim: você não pode me expulsar, ela me cultua. Uma menina que a gente tava expulsando demônio, eu disse, como assim, ela te cultua? Ela é crente. Ela toca no louvor, E, ele disse assim: Ela escuta as músicas que eu compus. Então são minhas experiências pessoais, entendeu? Deus se sente cultuado quando a gente canta as músicas Dele, assim como o diabo.

[Oziel Alves] – Que tipo de música secular você escuta e porquê?

[Cristiano Batiston] – Eu não escuto nenhuma música secular. É claro, eu não sou hipócrita, né? Aí, vem aquele cara que quer me jogar para o outro lado, ah então você sai na rua com o dedo no ouvido? Eu não sou besta, eu não sou hipócrita.

[Oziel Alves] – Mas não tem ninguém aí do meio secular que você goste, que você ouça?

[Cristiano Batiston] – Que eu goste da música? Ah, tem muita música que eu gosto. Tem muito músico que eu vou ganhar para Jesus, mas eu não fico curtindo as músicas deles. Agora eu já sentei com musico do mundo e ele sentou comigo. – E, esta música? – Muito boa cara, muito legal, tudo muito jóia a música, mas você quer Jesus ou não quer? Não tenho problema de estar passando na rua e estar tocando uma música secular. Tudo bem. Às vezes gruda na cabeça, daí eu canto um louvorzinho e já desgruda, entendeu? Mas assim, a tua adoração é formada de tudo que entra pelos teus ouvidos e pelos teus olhos, tudo que entra na tua alma quando você vai adorar. Deus sente o cheiro, eu creio. Muita gente não crê, mas eu creio num nível de adoração de pessoas totalmente consagradas ao Espírito Santo. Eu não paro para curtir, para escutar música secular. Eu já fiz muito isso, mas hoje faz nove anos que não faço mais.

[Oziel Alves] – Uma palavra que você gostaria de deixar aos leitores.

[Cristiano Batiston] – Galera é possível viver em santidade absoluta. É possível viver em adoração, viver em multiplicação, viver de uma maneira que agrada a Deus e ainda assim curtir tua vida e tua juventude ao máximo. É possível, para aqueles que desejam e buscam. É só bater que a porta vai se abrir, o diabo não pode te dar nada que Deus não te dê. Se Deus te deu, amém, Ele deu e se Deus não te deu, meu querido, Ele não deu. Continua sendo Dele. Que Deus abençoe e tire toda ansiedade do seu coração, que você possa ser cheio do Espírito Santo, da paz que excede todo entendimento, que você possa viver em santidade, adorar a Deus com todas as suas forças e ganhar muita gente para Jesus, este é o recado e a mensagem dos Filhos do Homem (Mateus 20:28 / Isaias 66:2).

Fonte: Orvalho.com

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